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Centro Cultural Fortaleza - Seminário Avançado de Arte

Oficinas de nível básico, para iniciantes nas artes, ou nível avançado, para aperfeiçoamento de artistas amadores ou profissionais.


MAIO 2012

Ciclo de Conferências: A Imagem-pensamento de Letícia Parente
Dias 08, terça, e 09, quarta, 14h às 17h e 18h às 21h

Com: Alexandre Veras (CE),André Parente (MG), Fernando Cocchiarale(RJ), Françoise Parfait (França), Marisa Florido (RJ), Solon Ribeiro (CE) e Yuri Firmeza (CE).

O Ciclo de Conferências consiste em quatro conferências acerca da artista Letícia Parente a serem realizadas por críticos, curadores e artistas de renome internacional. Visa tratar, com envergadura crítica, da obra da artista Letícia Parente e suas relações com o surgimento do vídeo e a experimentação desta linguagem por parte dos artistas na década de 1960 e 1970, sobretudo no Brasil. Os conferencistas convidados para pensarem - a partir do que a obra da Letícia Parente pensa e faz pensar - são Alexandre Veras, Fernando Cocchiaralle, Françoise Parfait, Marisa Florido. Curadoria: André Parente, Solon Ribeiro e Yuri Firmeza. 180min.

Dança, Teatro e Educação – Artista às Avessas
Dia 23, quarta, às 17h

Com: Isabel Marques (SP)
Mediadora: Denise Parra

O Seminário Dança Teatro Educação (SDTE) é uma iniciativa conjunta dos cursos de Licenciatura em Dança e de Licenciatura em Teatro do Instituto de Cultura e Arte (ICA) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza. Dança, Teatro, Educação atravessando-se em fluxos, num movimento contínuo, traçando um plano que não é forma, é força. Trata-se de um encontro a produzir invenções do ensino em arte. Nem dança, nem teatro, nem educação como blocos fixos, estáveis, separados, e sim um mesmo processo de criação de modos de artistar – um substantivo que ganha ação ao se perceber verbo, experimentações a mudar a ordem de um pensamento, a partir de uma relação com o ensino em arte que se inventa e se reinventa em ato, no regime do vivido. É com esse desejo de possibilitar um encontro de diferentes modos de ensinar em arte que o II Seminário Dança Teatro Educação lança como tema Invenções do Ensino em Arte – Eu artisto, tu artistas, ele artista... O objetivo é cartografar essas experimentações que fazem da docência o lugar mesmo de atuação da arte. Fustigados em pensar o que pode o ensino em dança e em teatro produzir em ambientes educacionais, formais e não-formais, esta edição do Seminário Dança Teatro Educação se pergunta: qual é efetivamente o diálogo que as políticas de educação e cultura estabelecem com o fazer artístico em sua relação com o ensino? Como potencializar a educação relacionada à experiência estética em dança e em teatro, quando os saberes inscritos na criação são instigados no contexto pedagógico? 360 min.

A Arte Moderna Perante o Desencantamento do Mundo
Dias 24, quinta, e 25, sexta, 18h30 às 20h

Com: Anselm Jappe (França)

A modernidade foi amiúde sentida como um “desencantamento do mundo” (Max Weber), como um mundo sem beleza e sem poesia, sem aventura e sem sentido. Pode-se ler a arte moderna, a partir dos impressionistas, mas principalmente a partir dos cubistas, como a tentativa de encontrar novas formas de beleza, como a tentativa de “reencantar o mundo” e encontrar outras formas de experiência. Futuristas e expressionistas, pintores abstratos e construtivistas, dadaístas e surrealistas partilhavam da fé numa “missão utópica” da arte. Mas havia divergência em suas abordagens: uns louvavam a técnica, outros defendiam a profundidade humana perante a mecanização da vida. A grande época da arte moderna, 1907-1930, não é compreensível sem que se leve em conta a vontade desses artistas de criar uma nova civilização, outras formas de vida. A agitação dos letristas e dos situacionistas entre 1945 e 1970 constituiu o ponto culminante, mas também o fim da arte moderna compreendida não como um reservatório de formas, mas como um esforço para poetizar a vida. Em cada uma das duas noites, teremos duas horas de conferência com projeção de imagens e de trechos dos escritos de artistas e uma hora de debate. Com palestras “Mudar a arte para mudar o mundo: dos futuristas aos surrealistas” e “A superação da arte: dos situacionistas ao fim da arte moderna”. Anselm Jappe é professor de estética na Academia de Belas artes de Frosinone (Itália). Publicou Guy Debord (Vozes, 1999: Antígona, 2008), As aventuras da mercadoria (Antígona 2006), Sobre a balsa de Medusa (Antígona, 2012) e Crédito a morte (em vias de publicação no Brasil). Ele também tem publicado numerosos artigos sobre os situacionistas e a situação da arte contemporânea. 90 min.

Memória Viva
Dias 29, terça, e 30, quarta, 19h às 21h

Com: Helena Coelis(CE) e Flavia Meireles (RJ)

Promover o encontro de artistas da dança que fizeram e fazem a história da dança no Ceará com alunos do curso de Dança, Cinema e Audiovisual da UFC e com o público em geral, dando visibilidade às suas produções, trajetórias e processos artísticos; gerar discussões teóricas, conceituais, artísticas e filosóficas com artistas e professores que pensam a dança no âmbito da pesquisa; produzir diálogos com realizadores em audiovisual para elaborar uma série de documentários e registros para os encontros que serão proporcionados com profissionais da dança e público em geral. Pretende-se, com este projeto de extensão, contribuir tanto para a formação do aluno, quanto para a formação de público.120 min.

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